O Mato


O mato

Embora a guerra tenha começado com o assalto às prisões de Luanda, em 4 de Fevereiro de 1961, ela nunca assumiu as características de guerrilha urbana. O terreno em que se desenrolaram os combates foi o mato, onde os guerrilheiros procuraram tirar o melhor partido do meio, onde melhor se moviam e que melhor se adaptava às suas características.

Em Angola, no Norte, escolheram os terrenos acidentados e cortados por rios da floresta subtropical dos Dembos e a selva equatorial em Cabinda; no Leste, procuraram as imensas planícies de savana, as chanas das Terras do Fim do Mundo.

Na Guiné, organizaram-se a norte e a sul do rio Corubal, ligando as fronteiras com o Senegal e a República da Guiné-Conacri às zonas libertadas da Coboiana, do Morés, do Cantanhez, enquanto, a leste, aproveitaram a baixa densidade populacional do semideserto do Boé para trânsito e promoção de acções políticas de envergadura, como foram a visita de uma delegação da ONU e a declaração de independência.

Em Moçambique, a Frelimo aproveitou a fraca implantação portuguesa no Norte e a proximidade da fronteira com a Tanzânia para desenvolver as suas acções a partir dos vales profundos das margens do lago Niassa e da zona planáltica, seca e hostil do planalto dos Macondes, na região entre os rios Messalo e Rovuma. Mais tarde, em 1970, volta às montanhas áridas e de clima extremo de Tete, onde se iniciava a construção de Cahora Bassa.


Índice
1 - O Mato
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