Lanchas e navios
Lanchas e navios João Falcão de Campos
No final da década de 1950, a Marinha de Guerra Portuguesa não dispunha dos meios navais apropriados para a participação, militarmente válida, numa guerra do tipo da que veio a verificar-se nas colónias portuguesas em Africa; em particular, não dispunha de lanchas e navios de pequenas dimensões, adequados à navegação nas extensas redes fluviais daquelas colónias, de que a Guiné constituía o exemplo mais flagrante.
Por razões diversas, sobretudo devido à desproporção das forças em presença e à distância a que se encontravam esses territórios, também não teve a capacidade para se opor com êxito, embora com honra, à invasão que se verificou, em 1961, nos territórios de Goa, Damão e Diu.
Será, no entanto, interessante recordar que em 1975, dispondo de meios navais muito mais modernos e potentes, não esteve igualmente em condições de evitar a invasão de Timor pela Indonésia, pelo que se impõe, desde já, a constatação de que a existência dos meios sem as condições e a vontade política de os utilizar de pouco ou nada serve.
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