A Força Aérea


A Força Aérea

Na guerra de contraguerrilha, os meios aéreos fornecem três apoios fundamentais às operações: informação, fogo e transporte.
O Exército Português, não dispondo de aviação própria, recebeu o apoio da Força Aérea, que, com os meios disponíveis, organizou unidades para o fornecer às forças terrestres.
A informação táctica era obtida através de reconhecimentos visuais e de fotografia aérea, realizada por aviões ligeiros; o apoio de fogo foi dado por meio de aviões bombardeiros, de caças-bombardeiros e de helicópteros armados; e o transporte através de aviões e de helicópteros. Este transporte podia ser de manobra, de assalto, táctico, logístico e de evacuação sanitária.
Tal como a Marinha, também a Força Aérea sofreu sérias limitações quanto ao equipamento e organização das suas unidades aéreas.
Estas limitações foram particularmente sentidas nas aeronaves de apoio aéreo às forças terrestres: caças-bombardeiros e helicópteros.
A utilização destes últimos foi sempre limitada pelo seu pequeno número e pela fraca capacidade de transporte das aeronaves em uso, o Alouette III, apenas com cinco lugares, nunca se tendo constituído verdadeiras unidades com capacidade para realizar operações aeromóveis, isto é, unidades com doutrina própria de emprego, integrando as forças de combate terrestre com os helicópteros de transporte e de ataque e escolta, embora operações deste género se tenham realizado nos três teatros de operações com agrupamentos «ad hoc» de unidades terrestres, aviões e helicópteros.
Além das unidades aéreas, a Força Aérea Portuguesa integrou batalhões e companhias de pára-quedistas, que actuavam como infantaria de assalto aerotransportada, saltando de pára-quedas ou, mais vulgarmente, desembarcando de helicópteros.


Índice
1 - Contraguerrilha
2 - O Exército
3 - A Marinha
4 - A Força Aérea
5 - As forças não regulares
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