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A Guerra Colonial – 1961, 1974 –, em que Portugal se envolveu nas suas colónias de Angola, Guiné e Moçambique, é um dos acontecimentos mais importantes da nossa história contemporânea.

Essa sua importância, a acção determinante que desempenhou no estertor do regime ditatorial, repressivo e colonialista que vigorou no nosso país, durante quase cinquenta anos, impõe que a Associação 25 de Abril, na sua acção de perpetuar a nossa memória colectiva, se preocupe em levar a todos o possível da sua história.

Obtidos os apoios indispensáveis, conseguida a inestimável colaboração da Rádio e Televisão de Portugal, construímos um site, onde tentaremos tratar todos os aspectos da Guerra Colonial.

Este site não é uma obra acabada. Aliás, nunca o será. Queremos ir mais longe, assim os que nos apoiaram continuem a dar-nos a sua confiança.

Poderemos, contudo, encontrar já aqui os principais dados de um acontecimento tão determinante da nossa vivência colectiva.

Nomeadamente, conhecer a extraordinária gesta de umas Forças Armadas que, colocadas sobre a necessidade de fazer a guerra, como sempre decidida pelo poder político, pois nunca as Forças Armadas decidem fazer a guerra, se adaptaram e transformaram talvez nas forças armadas que em toda a história universal melhor desempenharam o papel da luta contra esse tipo de guerra.

Sendo elemento principal da luta que Portugal travou durante treze anos, luta que os especialistas consideram o maior esforço colectivo e o mais bem sucedido (em termos relativos) feito nos tempos modernos por qualquer país, as Forças Armadas portuguesas honraram-se, dando ao poder político o tempo mais que suficiente para resolver a questão, como deveria ser resolvida, isto é, através de uma solução política.

Poderemos também aqui conhecer a forma como, face à incapacidade política do poder em Portugal resolver o fim da guerra, as Forças Armadas tiveram que fazer a ruptura para impor e encontrar o fim dessa mesma guerra.

Não cabe aqui desenvolver a importantíssima intervenção das Forças Armadas no acto que o fim da guerra inevitavelmente determinou: a independência de novos países de língua portuguesa, com o fim dum longo período histórico da nossa vida colectiva, o colonialismo português.

Como associação fundada por militares de Abril, que fizeram a guerra e a ruptura indispensável ao terminar da mesma, orgulhosos do nosso papel histórico na construção de um Portugal livre e democrático, é com indisfarçável satisfação que, num momento em que muito se questiona a importância das forças armadas num país como o nosso, vos convidamos a melhor conhecerem este período da nossa história de quase mil anos.

Com a nossa homenagem a todos os que ali deixaram muito do melhor da sua vida, onde se incluem em primeiro lugar os que lá caíram, não esquecendo os então nossos inimigos que lutaram pela sua liberdade e independência, saudamos e damos as boas-vindas a todos os visitantes

Vasco Lourenço