1961 - Norte


1961 - Norte

A guerra inicia-se com os massacres de 15 de Março no Norte, zona dos Dembos e da fronteira com o Congo.
Num primeiro momento, as poucas forças portuguesas presentes no território tentam retirar das fazendas assaltadas os sobreviventes.
Os colonos organizam a autodefesa e o contra-ataque. Os poucos meios da Força Aérea desempenham papel decisivo.
A UPA é o movimento dominante, enquanto o MPLA tenta afirmar-se, mas a sua fraqueza no terreno é evidente.
A partir da chegada dos primeiros contingentes militares portugueses, inicia-se a reocupação do Norte. Batalhões de caçadores instalam-se na fronteira, desde Santo António do Zaire até Maquela do Zombo.
Em operações de tipo convencional, forças portuguesas ocupam Nambuangongo e, posteriormente, outras localidades que, durante algum tempo, estiveram em poder de elementos da UPA.
As operações têm cariz mais psicológico do que de efectivo valor militar, pois os guerrilheiros já se encontram ou de regresso ao lado de lá da fronteira, ou instalados nas matas.
Importante para a estratégia portuguesa é a colheita do café e o seu escoamento, colheita essa que, em 1962, é feita, uma vez que a estrada do Uíje é transitável, por comboios de viaturas, escoltados.
Esta primeira fase caracterizou-se, no que respeita aos movimentos nacionalistas, pelo conflito entre a UPA e o MPLA, com a primeira a cortar as ligações do rival ao exterior e a atacar as suas bases, e com este a tentar abrir a frente de Cabinda, como alternativa às dificuldades de se manter no terreno, nas zonas fronteiriças do Zaire e nos Dembos.


Índice
1 - Angola - O teatro de operações
2 - O papel dos Grupos Étnicos
3 - As populações e os Movimentos de Libertação
4 - O conflito.
5 - O nó do problema
6 - 1961 - Norte
7 - A partir de 1966
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