A população e a guerra


A população e a guerra

Em termos etnonacionalistas, os Balantas e os Mandingas foram as etnias que maior apoio deram ao PAIGC, enquanto os Fulas terão sido os que mais colaboraram com as autoridades portuguesas.

Os Manjacos estiveram ligados ao Movimento de Libertação da Guiné (MLG) e à FUNG, sendo o manjaco António Baticã Ferreira um dos seus mais importantes dirigentes, embora os que se integraram no PAIGC tivessem sido combatentes conceituados.

Numericamente menos significativos, os Papéis (ilha de Bissau) - 7,2 por cento do total desempenharam papel importante na guerra como dirigentes do PAIGC.

As autoridades militares portuguesas estimavam, em 1971, a seguinte distribuição da população fora do seu controlo:

No Senegal 60 000
Na Guiné-Conacri 20 000
Sob controlo do PAIGC, no interior 80 000
Total 160 000

O PAIGC considerava 800 000 habitantes para a Guiné e reivindicava o controlo de dois terços desta população e do território.

Contudo, os inscritos para as eleições organizadas em 1972 pelo PAIGC para apoiar a declaração de independência da Guiné-Bissau foram 83 000, dos quais 77 500 no interior da Guiné, o que se aproxima muito da estimativa dos militares portugueses quanto à população sob efectivo controlo do movimento.


Índice
1 - Zonas de Operações
2 - Influência do meio físico nas operações.
3 - A população e a guerra
4 - O papel dos vários grupos na guerra.
5 - O desenrolar da guerra.
6 - 1963 - 1968
7 - A era Spínola
8 - 1973 - O ano da viragem.
9 - Os últimos dias
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