Moçambique


Moçambique

1 - Dispositivo do Exército em Moçambique, em 1963.
Sete batalhões da guarnição normal.

2 - Dispositivo da Zona de Intervenção Norte (ZIN), em 1965.
São constituídos dois sectores no Norte: o do Niassa, com sede em Vila Cabral, e o de Cabo Delgado, com sede em Porto Amélia. O quartel-general do Exército mantinha-se em Lourenço Marques.

3 - Dispositivo em 1967.
O desenvolvimento das acções da Frelimo, no norte, levaram o exército a dividir esta área em três sectores, intercalando entre os do Niassa e de Cabo Delgado, o sector de Marrupa. Os efectivos no norte eram de doze batalhões.

4 - Dispositivo em 1970.
No período da Operação Nó Górdio. Em Novembro de 1969 foi criado o Comando Operacional das Forças de Intervenção (COFI), cuja primeira acção foi a chefia daquela operação.

5 - Dispositivo no norte em 1973.
A ZIN voltou a ser dividida nos dois sectores iniciais, Niassa e Cabo Delgado. No quadro verifica-se a evolução dos efectivos presentes no norte de Moçambique, de 1963 a 1974.

6 - Dispositivo do Exército, em 1965.
Na Zona Militar Centro (ZMC) de Moçambique. Toda a prioridade era dada ao norte, pelo que a ZMC, que incluía a região de Tete, tinha atribuídos três batalhões.

7 - Dispositivo na zona centro em 1970.
O sector F, criado em 1968, com sede em Tete, surge já separado do Comando Territorial do Centro (CTC). Esta alteração deveu-se ao início da construção da barragem de Cahora Bassa e ao desenvolvimento das operações por parte da Frelimo.

8 - Dispositivo em 1973 na zona centro, Tete e Beira.
O agravamento da guerra nesta área levou ao desdobramento do sector F em três subsectores. Foram ainda criados comandos específicos, o Comando de Defesa de Cahora Bassa (CDCB), o Comando Geral dos Grupos Especiais e o Comando das Cargas Críticas, tendo sido deslocado para esta zona o COFl. Dada a progressão da Frelimo para sul, foi estabelecido novo sector em Vila Gouveia e colocados batalhões em Inhaminga e Paiva de Andrade, protegendo o avanço para a Beira.

9 - Dispositivo em 1974.
Foi atribuída uma zona de acção ao COFI, barrando o corredor entre Tete e a Beira.

10 - Quadro com a evolução das unidades do tipo companhia de caçadores, em Moçambique. A evolução do número de unidades do tipo companhia, que chegou às cento e quarenta e quatro, demonstra o contínuo agravamento da situação.

Este quadro revela a fase inicial, até 1968, em que esse esforço de guerra se exerce igualmente no Niassa e em Cabo Delgado; a partir de 1968 verifica-se que o esforço passa para Cabo Delgado e Tete, a ponto de, em 1973, ser praticamente igual o número de companhias nestes dois sectores. A conjugação destes quadros permite constatar que dois terços das unidades se encontravam em zonas de combate, o que não permitia o indispensável refrescamento das tropas durante a comissão de dois anos.


Índice
1 - Exército
2 - Forças de Intervenção
3 - Angola
4 - Guiné
5 - Moçambique
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