Moçambique.


Moçambique

Quando a guerra começou, em Setembro de 1964, existia em Moçambique um comando naval e nove comandos de defesa marítima de portos, um dos quais em Metangula, no lago Niassa, onde se encontrava a LFP, Castor e os meios navais eram constituídos por duas fragatas, Pacheco Pereira e Vasco da Gama, três lanchas de fiscalização e uma companhia de fuzileiros, a CF2.

Ainda em 1964, chegaram ao lago Niassa duas lanchas de desembarque médias (LDM), as 404 e 405, e uma LDP, sendo também ali colocado um DFE.

Em 1965, foram transportadas para o lago Niassa as LFP Regulus, Marte e Mercúrio, sendo constituído o Comando da Esquadrilha de Lanchas do Niassa.

Passaram a operar em Moçambique dois DFE, um no Niassa (Metangula) e outro em Cabo Delgado (Porto Amélia), e uma CF, no Niassa.

Em 1966, como consequência da declaração unilateral de independência da Rodésia, foi declarado o embargo àquele território e bloqueada a entrada de produtos que lhe eram destinados pelo porto de Beira, o que levou Portugal a deslocar alguns meios navais para essa área.

Neste período, estiveram em missão em Moçambique o aviso Bartolomeu Dias e as fragatas Pacheco Pereira, Álvares Cabral, D. Francisco de Almeida, Diogo Gomes e Vasco da Gama.

Em 1967, foram transportadas para o lago Niassa uma LFP e duas LDM, sendo ainda criado o Comando das Forças de Marinha na Zona de Intervenção Norte, o que significou a colocação de alguns elementos junto do Quartel-General Avançado, em Nampula, para coordenar operações conjuntas. Foi também colocada em Moçambique a LDG Cimitarra, que teve base em Porto Amélia.

Em 1969, com a instalação do Comando-Chefe das Forças Armadas em Nampula, a Marinha desdobrou o seu comando, criando ali o Comando Naval Avançado e mantendo, em Lourenço Marques, o Comando Naval Recuado.
 
Até 1971, o dispositivo da Marinha não sofreu grandes alterações.

No lago Niassa, operavam cinco LFP, quatro LDM e três LDP, e no Índico, a partir de Porto Amélia, três LFP e uma LDG. Foi nesta época que chegaram a Moçambique a nova fragata Hermenegildo Capelo e a corveta João Coutinho, à qual se juntou a Jacinto Cândido, navios especialmente concebidos para a guerra de África.
O número de destacamentos de fuzileiros especiais variou entre dois e quatro.

Em 1971, a Marinha criou o Comando da Defesa Marítima dos Portos do Zambeze, em Tete, ao qual foi atribuído um DFE, com base em Magué, e uma LFP, a Sabre.

Em 1974, a Marinha dispunha do Comando Naval de Moçambique Avançado, em Nampula, do Comando Naval de Moçambique Recuado, em Lourenço Marques, de dez comandos de defesa marítima de portos, do Comando de Esquadrilhas de Lanchas, de três corvetas, oito lanchas de fiscalização, uma lancha de desembarque grande, quatro lanchas de desembarque médias, três lanchas de desembarque pequenas e um navio de apoio logístico, o São Brás, e das seguintes forças de desembarque: três destacamentos de fuzileiros especiais e três companhias de fuzileiros.

A Marinha sofreu, em Moçambique, treze mortos em combate.


Índice
1 - Marinha
2 - Angola
3 - Guiné
4 - Moçambique.
Multi-média
» Base de...
» Fuzileiros no...
» Dispositivo da...