Artilharia


Artilharia

A artilharia existente em África era, de início, composta pelos materiais mais antiquados e de menor calibre, de difícil integração em forças da NATO, sendo já problemática a obtenção de munições. A solução foi o aproveitamento desses materiais até ao esgotamento dessas munições e depois a sua substituição. Assim, os primeiros obuses 10,5 cm m/941/62 seriam testados operacionalmente em Angola, em 1968. Na Guiné, a situação em 1966 era a utilização dos obuses de 8,8 cm por pequenas unidades (nove pelotões, a duas bocas de fogo cada), mas a partir de 1968 passaram a existir meios mais modernos e mais potentes:

- 19 obuses de 10,5 cm, correspondendo a três baterias;
- 6 obuses de 14 cm, correspondendo a uma bateria;
- 6 peças de 11,4 cm, correspondendo a uma bateria.

Estes últimos materiais, dado o seu alcance, já permitiam o apoio a vários aquartelamentos a partir de uma posição central, mas a falta de meios de aquisição de objectivos impedia uma contrabateria eficaz. As dificuldades apontadas para os morteiros eram semelhantes às da artilharia, se bem que na Guiné, dada a sua menor extensão e a quadrícula mais apertada das unidades, os problemas fossem menores.
Não houve, na artilharia, especificidades nacionais no tocante ao material (exceptuando a transformação dos obuses de 10,5 cm alemães para as munições NATO, mas que data dos anos 1950). Já quanto ao emprego, a falta de meios levou à utilização pouco convencional desta arma, tendo as baterias, normalmente de seis bocas de fogo, sido divididas em pelotões de duas dispersos por vários aquartelamentos, o que não permitia que as baterias actuassem como tal. Apenas em grandes operações foi a artilharia empregue dessa forma.

Embora não chegasse a ter sido usada em operações, deve ainda ser referida a artilharia antiaérea, de que foram mobilizadas algumas unidades, essencialmente pelotões AA dotados de peças de 4 cm, destinadas a proteger pontos críticos, como aeroportos, onde se julgava credível a ameaça aérea. De salientar a aquisição, já nos anos 1970, de uma bateria AA de mísseis Crotale, franceses, originalmente prevista para a defesa do aeroporto de Bissau, dada a presença de aviões Mig-17 na vizinha Guiné-Conacri, mas o 25 de Abril tornou desnecessário o seu envio.


Índice
1 - Armas existentes antes de 1961
2 - Espingardas
3 - Metralhadoras
4 - Pistolas Metralhadoras
5 - Lança-Granadas
6 - Canhões sem recuo
7 - Morteiros
8 - Artilharia
9 - Cavalaria
10 - Orgânica
11 - Conclusões
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