Rainhas da Guerra: Kalash e G-3


Rainhas da Guerra - Kalashnikov e G-3

A Kalash era a arma individual adoptada pelos exércitos da URSS, da China e dos países do antigo Pacto de Varsóvia, e foi com ela que os movimentos de libertação se equiparam. É arma robusta, leve e com elevado poder de fogo, fiável mesmo nas situações mais extremas e que não tinha equivalente nas armas individuais fabricadas noutros países europeus e americanos. Relativamente à G-3, a Kalash apresentava as seguintes vantagens: era mais leve (-225 gramas), mais curta, (-15 cm) e o carregador levava, para um peso total inferior, mais dez cartuchos. Isto é, considerando que o combatente transportava para operações um carregador na arma e quatro nas cartucheiras, um soldado português dispunha de cem cartuchos, enquanto, com menor peso, um guerrilheiro tinha cento e cinquenta.

Equipamento
Ao longo dos anos da guerra, o armamento individual e o equipamento dos soldados portugueses e dos guerrilheiros foi evoluindo de modo a adaptar-se às características da guerra e do meio ambiente, embora condicionado, a maior parte das vezes, pelas oportunidades de fornecimento.
Mas pretendeu-se sempre dotar o combatente, fosse soldado das forças portuguesas ou guerrilheiro, de equipamento e armamento que lhe permitisse viver autonomamente em zona tropical e combater durante um período médio de quatro a seis dias.
Basicamente, o combatente dispunha de fato de combate (camuflado ou de cáqui), de equipamento com cinturão, mochila, cartucheiras, porta-carregadores e cantil, e de arma individual.


Índice
1 - Armas dos Movimentos
2 - Rainhas da Guerra: Kalash e G-3
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