Aviões de combate


Aviões de combate

Entre os aviões de combate que equiparam a Força Aérea durante a guerra, o T-6 Harvard, monomotor de hélice, inicialmente destinado ao treino básico, foi também utilizado para missões de ataque ao solo e reconhecimento armado nos três teatros de operações. Com o peso de 2548 quilos, velocidade máxima de 340 km/h e alcance de 1400 quilómetros, podia ser municiado com bombas e foguetes sob as asas, para além das metralhadoras que o equipavam. Os últimos aviões deste tipo foram fornecidos pela África do Sul.

O F-84 G Thunderjet, caça-bombardeiro de origem americana, equipou as esquadras de combate da Base Aérea de Luanda.

O F-86 Sabre, outro caça-bombardeiro táctico monoposto, também americano, foi utilizadona Guiné no início da guerra, sendo posteriormente retirado por ser material NATO. Podia ser armado com seis metralhadoras 12,7 mm e 24 foguetes, a velocidade máxima era de 1215 km/h e raio de acção de cerca de 1400 quilómetros.

Um dos mais utilizados aviões de combate foi o Fiat G-91-R4, aparelho a reacção monoturbina e monoposto, de origem italiana, mas adquirido à República Federal da Alemanha. Destinava-se a missões de ataque ao solo e reconhecimento fotográfico, podendo ser armado com metralhadoras e bombas. A Força Aérea teve ao serviço quarenta aeronaves deste tipo nas bases de Bissau, Nacala e Tete, os quais chegaram a operar em Mueda, numa pista previamente prolongada para esse efeito.

O PV2 (Lockeed PV2 Harpoon), bombardeiro médio, bimotor concebido para a luta anti-submarina no final da II Guerra Mundial, esteve ao serviço da Força Aérea, que chegou a ter vinte e dois em África, quase todos em Angola, no início da guerra. Alguns operaram também em Moçambique. Transportavam bombas no compartimento central e nas asas, podendo ser instaladas até oito metralhadoras 12,7 mm na proa. A sua finalidade era atacar submarinos à superfície ou pequenos navios, mas os pilotos portugueses utilizaram-no em África como se fosse caça-bombardeiro.
O sistema nunca foi certeiro, por laqueios e vibrações, sendo principalmente utilizado em fogo de zona. A velocidade máxima era de 454 km/h.

O P2V-5 (Neptune) era avião para a luta anti-submarina, que substituiu o PV2 e foi utilizado como bombardeiro. Existiram doze destas aeronaves ao serviço da Força Aérea.

O B-26, adquirido fora dos circuitos comerciais, foi usado em Angola, por curto espaço de tempo.




Índice
1 - Aviões de transporte
2 - Aviões de observação e ligação
3 - Aviões de combate
4 - Helicópteros
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