A guerra dos itinerários


A guerra dos itinerários

As acções de contraguerrilha exigem movimentos constantes às forças regulares para executar operações, abastecer as unidades e as populações, assegurar a actividade económica e exercer o poder efectivo.

A utilização das vias de comunicação era, por isso, vital para essas forças e, sabendo-o, a guerrilha procurou negá-Ia, ou, no mínimo, dificultá-Ia tanto quanto possível.

A dificuldade das tropas regulares em garantir o trânsito num dado itinerário resultava da facilidade com que a guerrilha neles podia levar a efeito emboscadas e acções de flagelação e da vulnerabilidade das colunas, nomeadamente quando os terrenos que percorriam eram cobertos por vegetação, muito ravinados e com mau piso.

A melhoria da segurança na utilização dos itinerários conseguia-se através do estabelecimento de uma defesa fixa em alguns pontos vitais - pontes, vaus, desfiladeiros - da vigilância móvel realizada por patrulhas e, principalmente, pelas escoltas fornecidas às colunas. Para estas escoltas, era conveniente dispor de viaturas blindadas, situação pouco frequente dada a sua escassez, que foi minimizada improvisando protecções contra o efeito das minas, o que deu origem a que surgissem os «rebenta-minas».

Para escoltar comboios e proteger caminhos-de-ferro, os princípios eram os mesmos, embora a sua execução fosse mais difícil, pois tratava-se de infra-estruturas complexas e vulneráveis, que obrigavam a grande rigidez de movimentos.

A escolta era, neste caso, constituída por um ou mais vagões blindados, ou devidamente protegidos, transportando uma subunidade com armas pesadas.


Índice
1 - Guerrilha e contraguerrilha
2 - Defesa de pontos sensíveis
3 - A guerra dos itinerários
4 - Patrulhamento
5 - Batida e limpeza
6 - O golpe de mão
7 - A emboscada
8 - Operações de interdição de fronteira
9 - Acções de interdição de fronteira
10 - Ataque a Buba
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